Um lenço descansava numa mesa, passou o dia todo no pescoço de um homem cheiroso.
E o lenço, apaixonado, insistia em agarrar o pescoço do moço,
Uma hora foi obrigado a desistir, e na mesa ficou, jogado, tão só, no fundo do poço.
E lá ficou, por um bom tempo, aquele lenço xadrez, cheirando perfume de bom gosto.
O moço passava e o coitado do lenço esperava... o homem não mais o pegava.
O homem passa pela mesa de novo, dessa vez com um outro lenço no pescoço.
Ele sai, passa a noite fora, chega em casa e joga o lenço na mesa na mesma hora.
Mais um lenço cheiroso, desesperado por segurar aquele moço de novo.
De repente um lenço sentiu um cheiro conhecido em outro,
Olhou para o lado, lenços de tamanhos e cores diferentes, os dois unidos por algo que amavam.
Seus sentidos de amor suspiravam.
Passaram a noite conversando, se amando e terminaram a noite enlaçados, cheiros de nós, os dois viraram um só.
Agora o homem do cheiro gostoso tem um lenço novo, cheiroso, muito feliz e cheio de nós.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Mania de ser humano
O ser humano tem mania de sentir.
O ser humano tem mania de amar, de se apaixonar, ficar feliz e depois se desapontar e ficar triste.
O ser humano tem mania de não gostar, tem mania de julgar, tem mania de reprovar.
O ser humano tem essa mania de errar... Essa mania de sofrer, essa mania de desiludir.
O ser humano tem uma mania muito estranha de perdoar e as vezes a mania mais estranha ainda de não conseguir perdoar.
O ser humano tem mania de sentir medo, ser humano tem mania de sentir arrepios, sentir na pele o gosto bom do amor, o ser humano tem mania de olhar nos olhos e chorar, o ser humano tem mania de gritar, tem mania de beijar, tem mania de abraçar, tem mania de sorrir, tem mania de chorar.
Ser humano... Que ser mais esquisitinho, cheio dessas manias estranhas...
Ih, olha lá, mais um ser humano esquisito com mania de pensar... E pior ainda, um ser humano com mania de escrever o que pensa e pior ainda: falar o que pensa na hora e depois ver que errou ou que "deu um fora" pra quem falou.
Ser humano viu? essa mania de ser feliz... Essa mania de insistir nos erros, mania de querer o que não tem e mania de só dar valor quando perder.
Manias e mais manias de seres humanos... Que seres esquisitos.
O ser humano tem mania de amar, de se apaixonar, ficar feliz e depois se desapontar e ficar triste.
O ser humano tem mania de não gostar, tem mania de julgar, tem mania de reprovar.
O ser humano tem essa mania de errar... Essa mania de sofrer, essa mania de desiludir.
O ser humano tem uma mania muito estranha de perdoar e as vezes a mania mais estranha ainda de não conseguir perdoar.
O ser humano tem mania de sentir medo, ser humano tem mania de sentir arrepios, sentir na pele o gosto bom do amor, o ser humano tem mania de olhar nos olhos e chorar, o ser humano tem mania de gritar, tem mania de beijar, tem mania de abraçar, tem mania de sorrir, tem mania de chorar.
Ser humano... Que ser mais esquisitinho, cheio dessas manias estranhas...
Ih, olha lá, mais um ser humano esquisito com mania de pensar... E pior ainda, um ser humano com mania de escrever o que pensa e pior ainda: falar o que pensa na hora e depois ver que errou ou que "deu um fora" pra quem falou.
Ser humano viu? essa mania de ser feliz... Essa mania de insistir nos erros, mania de querer o que não tem e mania de só dar valor quando perder.
Manias e mais manias de seres humanos... Que seres esquisitos.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Psicando no piscar
Pisca, olha pro lado, olha pro chão, pisca, olha pro professor, pisca, olha pro relógio, olha pra caneta, pra borracha, pro papel. Pensa em alguma coisa de fora da escola. Pisca. Lembra daquela música e tem que manter silêncio, lembra de algo engraçado e não ri. Pisca, pisca pisca. Reeeeeespiiiiiiraaaa.
Pensa pensa pensa... ri. Olha em volta, todos te olham. Pisca.
Fica vermelho, volta para a sua mesa, olha seu papel, sua caneta e sua borracha, olha pra frente e ouve seu professor falando e falando e falando e falando e falando e falando e pisca.
Não repara que está piscando. Pisca. Ai você lembra que nunca lembra se você realmente pisca ou se só pisca quando lembra de piscar. Pisca. Dessa vez você sentiu. Pisca. Dessa vez controlou. Agora esquece de novo que sabe piscar e pisca. Pisca involuntariamente. Pisca.
Professor falando. Olha pro relógio, tic-tac-tic-tac, passa logo porcaria, manda o sinal pra sair.
Pisca pisca.
Sinal toca e sai, hora de ser feliz. Pisca Pisca.
Pensa pensa pensa... ri. Olha em volta, todos te olham. Pisca.
Fica vermelho, volta para a sua mesa, olha seu papel, sua caneta e sua borracha, olha pra frente e ouve seu professor falando e falando e falando e falando e falando e falando e pisca.
Não repara que está piscando. Pisca. Ai você lembra que nunca lembra se você realmente pisca ou se só pisca quando lembra de piscar. Pisca. Dessa vez você sentiu. Pisca. Dessa vez controlou. Agora esquece de novo que sabe piscar e pisca. Pisca involuntariamente. Pisca.
Professor falando. Olha pro relógio, tic-tac-tic-tac, passa logo porcaria, manda o sinal pra sair.
Pisca pisca.
Sinal toca e sai, hora de ser feliz. Pisca Pisca.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Passa Tempo
Tempo passa, tempo passa, tempo passa, tempo passa...
Tempo não passa. Tempo pára.
Tempo parado, tempo parado, tempo parado, tempo passado.
Tempo muda, muda isso muda aquilo, mudo eu muda você, muda muda, muda tudo, muda aqui, muda lá, muda céu e muda mar.
Vida passa, gente cresce, saudades da barriga de mamãe, saudades da infância, onde tudo é colorido, fácil, rápido e sem pressa. Saudades da falta de problemas e dos poucos problemas que quem resolvia eram meus pais. Saudades da minha falta de paixão.
Tempo passa, muda isso, muda aquilo...
Saudades da aborrecencia, onde eu era livre, onde fazia meus erros, onde brigava, amava, apaixonava e chorava tão fácil.
Tempo passa, muda isso, muda aquilo...
Saudades da fase adulta, do casamento, dos filhos em casa, do trabalho, mamãe e papai vivos.
Tempo passa, muda isso, muda aquilo...
Saudades da velhice, dos netos, dos filhos, dos domingos em casa...
Saudades de respirar ar puro, saudades de viver, saudades da liberdade, saudades de sofrer, saudades da luz e de estar sem a terra cobrindo meu corpo tão frágil.
Tempo passa, muda isso, muda aquilo, passa tempo, volta tudo, continua, para tudo, tempo passando, tempo parado, tempo foi, tempo virá...
To no escuro, tudo escuro, tudo escuro, tão quentinho, aconchegante, mamãe?
Tempo passa, muda isso, muda aquilo... NASCI!!!
Tempo não passa. Tempo pára.
Tempo parado, tempo parado, tempo parado, tempo passado.
Tempo muda, muda isso muda aquilo, mudo eu muda você, muda muda, muda tudo, muda aqui, muda lá, muda céu e muda mar.
Vida passa, gente cresce, saudades da barriga de mamãe, saudades da infância, onde tudo é colorido, fácil, rápido e sem pressa. Saudades da falta de problemas e dos poucos problemas que quem resolvia eram meus pais. Saudades da minha falta de paixão.
Tempo passa, muda isso, muda aquilo...
Saudades da aborrecencia, onde eu era livre, onde fazia meus erros, onde brigava, amava, apaixonava e chorava tão fácil.
Tempo passa, muda isso, muda aquilo...
Saudades da fase adulta, do casamento, dos filhos em casa, do trabalho, mamãe e papai vivos.
Tempo passa, muda isso, muda aquilo...
Saudades da velhice, dos netos, dos filhos, dos domingos em casa...
Saudades de respirar ar puro, saudades de viver, saudades da liberdade, saudades de sofrer, saudades da luz e de estar sem a terra cobrindo meu corpo tão frágil.
Tempo passa, muda isso, muda aquilo, passa tempo, volta tudo, continua, para tudo, tempo passando, tempo parado, tempo foi, tempo virá...
To no escuro, tudo escuro, tudo escuro, tão quentinho, aconchegante, mamãe?
Tempo passa, muda isso, muda aquilo... NASCI!!!
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
....................
Já nem sei mais.
Já to no "tanto faz".
Já não sei mais.
Tudo diferente,
Tudo que a gente sente...
Tudo meio indiferente.
Já não vale mais nada.
Já não valho mais nada.
Já não serve pra nada.
Já to no "tanto faz".
Já não sei mais.
Tudo diferente,
Tudo que a gente sente...
Tudo meio indiferente.
Já não vale mais nada.
Já não valho mais nada.
Já não serve pra nada.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Imagine!
Hoje fui tomada por um medo diferente de todos os outros que já tive, todas as inseguranças hoje são diferentes. Hoje eu fiquei com medo de perder algo que sempre tive e que imaginava que fosse impossível perder.
Hoje fiquei com medo de parar de imaginar. Fiquei com medo de não criar mais mundos onde eu sou Deus, fiquei com medo de não criar mais cenas perfeitas onde eu termino feliz para sempre, medo de não ter mais pra onde escapar, medo de não imaginar mais as coisas acontecendo todos os dias, desejá-las e tentar transforma-las em realidade.
Pela primeira vez eu vi que eu posso parar de sonhar e isso me assusta.
Pela primeira vez eu vi que isso pode ser o significado de ser adulto, pode não ser uma questão de idade e responsalibilidades adquiridas numa vida inteira, pode ser apenas a fase em que você para de sonhar, que você para de acreditar.
Tem aqueles adultos de idade ou responsabilidade que ainda sonham, criam e imaginam... Mas já conheci os que simplesmente perderam as esperanças com os sonhos e com o que se cria na mente, o que será que eles fazem?
Desde pequena minha melhor amiga era imaginaria, meu primeiro namorado foi imaginário, eu tinha dinheiro imaginário, cavalos imaginários, animais de todas as espécies e eu podia ser o que eu quisesse ser quando eu brincava... Eu cresci um pouco e agora minha imaginação continua a mil só que mais interiorizada, eu não saio falando sozinha por ai (só de vez em quando) e eu já não vejo mais os meus amiguinhos com tanta clareza quanto antes.
Onde estão as pessoas de verdade?
Manhã sem sol, tarde sem sombra
Sorriso sem sentimento,
Coração batendo sem motivos,
Olhar sem alma ou janelas,
Ouvidos cansados de ouvir,
Lágrimas sem motivos,
Falas sem ouvintes,
Atos sem platéia,
Multidão sem motivos,
Amor sem ter ninguém,
Tristeza sem choro,
Felicidade sem risadas,
Coisas acontecendo só por acontecer,
Só porque tem que acontecer algo,
Só porque não aconteceu nada ainda.
Pessoas vazias,
Pessoas de mentira...
Aonde estão as pessoas de verdade?
(frase de Vitória Leal)
Sorriso sem sentimento,
Coração batendo sem motivos,
Olhar sem alma ou janelas,
Ouvidos cansados de ouvir,
Lágrimas sem motivos,
Falas sem ouvintes,
Atos sem platéia,
Multidão sem motivos,
Amor sem ter ninguém,
Tristeza sem choro,
Felicidade sem risadas,
Coisas acontecendo só por acontecer,
Só porque tem que acontecer algo,
Só porque não aconteceu nada ainda.
Pessoas vazias,
Pessoas de mentira...
Aonde estão as pessoas de verdade?
(frase de Vitória Leal)
Estória Surreal
Era meia noite,
O sol brilhava no horizonte,
Entrava numa mata sem mato
Um homem nú
Com um canivete no bolso.
Sentou-se num banco de pedra feito de madeira,
Leu seu jornal sem letras
Com o candeeiro apagado.
As tartarugas pulavam de galho em galho
E os macacos Nadavam nas águas cristalinas.
(Anônimo)
O sol brilhava no horizonte,
Entrava numa mata sem mato
Um homem nú
Com um canivete no bolso.
Sentou-se num banco de pedra feito de madeira,
Leu seu jornal sem letras
Com o candeeiro apagado.
As tartarugas pulavam de galho em galho
E os macacos Nadavam nas águas cristalinas.
(Anônimo)
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Me acabo.

Sou uma criança. E todo mundo tem razão, eu to virando aborrecente de 15 anos. Eu sou uma adolecente revoltada, vou começar a usar preto e me enxer de tatuagens, vou colocar piercings em pelo menos 14 partes do meu corpo. Realmente, eu fujo de casa, volto bêbada, namoro 30 garotos ao mesmo tempo e nenhum deles sabe dos outros 29. Eu falo tudo dos meus amigos pra todo mundo saber de tudo, eu falo mal deles, faço um ficar contra o outro, ninguém sabe nada sobre a minha vida, só sabem que precisam me colocar num quartel general.
Meus pais de verdade me abandonaram na lata de lixo quando eu tinha 2 meses e só me acharam quando eu tinha 4 meses, na mesma lata de lixo numa cidade onde não passam lixeiros. Fui para um orfanato e la eu me matei de comer. Falando em se matar, não tem um dia que eu não pense nisso. Meu braço cheio de cortes e meu estomago já praticamente morto de tanto veneno de rato demonstram o quanto sou fracassada até pra morrer.
Matei minha terapeuta porque nunca fui com a cara dela. Não vou presa porque sou menor de idade, não faço serviços comunetários porque nunca gostei deles.
Eu reclamo muito da minha vida. Porque tenho muitos motivos pra isso. Meus pais me dão dinheiro a vontade mas eu não ligo pro amor deles, eu só ligo pro amor dos 30 meninos que namoro e que amo um de cada vez e faço 29 outros sofrerem por isso. Reclamo até de querer parar de reclamar e não conseguir.
Eu tenho parado de reclamar porque sei que isso não vai me levar pra lugar nenhum e também porque quando eu reclamo só eu posso reclamar, não quero que mais ninguém entupa minha vida com problemas deles, já sou chata o suficiente só com os meus problemas.
Mas mesmo assim eu adoro perguntar pros outors dos problemas deles e se já se resolveram, só porque eu gosto de lembrar eles de que ou elas já tiveram um problema ou eles ainda tem, só pra que elas deixem de curtir o dia lembrando disso.
Adoro falar mal de mim mesma só pra ouvir pessoas dizendo que nada do que digo é verdade, só pra que elas me digam que sou linda, que tenho uma vida ótima, que sou legal e simpatica e doce e meiga.
Adooooooooooooooooro.
Adoro mentir, adoro brincar com os sentimentos das pessoas, adoro matar gente, adoro torturar animaizinhos, adoro botar fogo na casa (ja botei fogo em 3 casas e uma escola), adoro ser gótica/emo/hippie/idiota/bebada/fumante/vadia.
Mas eu devo ter alguma qualidade... E alguém deve ter percebido isso. Então se alguém que tiver reparado gostar de ter uma amiga idiota, por favor me perdoe por toooooooodo o resto e se der, diga que me ama, porque além de tudo eu sou muito insegura e ninguém me ama de verdade, mas eu adoro ouvir que me amam mesmo que seja a maior atuação do século.
Meus pais de verdade me abandonaram na lata de lixo quando eu tinha 2 meses e só me acharam quando eu tinha 4 meses, na mesma lata de lixo numa cidade onde não passam lixeiros. Fui para um orfanato e la eu me matei de comer. Falando em se matar, não tem um dia que eu não pense nisso. Meu braço cheio de cortes e meu estomago já praticamente morto de tanto veneno de rato demonstram o quanto sou fracassada até pra morrer.
Matei minha terapeuta porque nunca fui com a cara dela. Não vou presa porque sou menor de idade, não faço serviços comunetários porque nunca gostei deles.
Eu reclamo muito da minha vida. Porque tenho muitos motivos pra isso. Meus pais me dão dinheiro a vontade mas eu não ligo pro amor deles, eu só ligo pro amor dos 30 meninos que namoro e que amo um de cada vez e faço 29 outros sofrerem por isso. Reclamo até de querer parar de reclamar e não conseguir.
Eu tenho parado de reclamar porque sei que isso não vai me levar pra lugar nenhum e também porque quando eu reclamo só eu posso reclamar, não quero que mais ninguém entupa minha vida com problemas deles, já sou chata o suficiente só com os meus problemas.
Mas mesmo assim eu adoro perguntar pros outors dos problemas deles e se já se resolveram, só porque eu gosto de lembrar eles de que ou elas já tiveram um problema ou eles ainda tem, só pra que elas deixem de curtir o dia lembrando disso.
Adoro falar mal de mim mesma só pra ouvir pessoas dizendo que nada do que digo é verdade, só pra que elas me digam que sou linda, que tenho uma vida ótima, que sou legal e simpatica e doce e meiga.
Adooooooooooooooooro.
Adoro mentir, adoro brincar com os sentimentos das pessoas, adoro matar gente, adoro torturar animaizinhos, adoro botar fogo na casa (ja botei fogo em 3 casas e uma escola), adoro ser gótica/emo/hippie/idiota/bebada/fumante/vadia.
Mas eu devo ter alguma qualidade... E alguém deve ter percebido isso. Então se alguém que tiver reparado gostar de ter uma amiga idiota, por favor me perdoe por toooooooodo o resto e se der, diga que me ama, porque além de tudo eu sou muito insegura e ninguém me ama de verdade, mas eu adoro ouvir que me amam mesmo que seja a maior atuação do século.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Criança Qué
Criança qué brinca.Criança qué passea.
Criança qué dança.
Criança qué come.
Criança qué sabe.
Criança qué dize.
Criança qué fala.
Criança qué ama.
Criança qué grita.
Criança qué ri.
Criança qué faze xixi.
Criança qué açai.
Criança qué doce.
Criança qué você.
Criança qué mais doce.
Criança qué gira.
Criança qué olha.
Criança qué avisa.
Toda criança qué
Toda criança é.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Nós todos, todos juntos
Cada um com seus problemas e dificuldades na vida, cada um querendo resolver alguma coisa, melhorar alguma coisa. Uns se preparando para o trabalho, outros acabando a lição de casa correndo, alguns tentando reconquistar uma pessoa, uns refletindo sobre a vida, e uns discutindo com quem amam...
Cada um com seus problemas e no entanto todos juntos, sem fazer nada, só aproveitando o momento de união... Não precisavamos de palavras, mas elas saem naturalmente de nós... E se não forem faladas, podem ser lidas em nossos olhos, podem ser expressadas por nossos gestos.
Nós todos, todos juntos, sentados ao redor de uma mesa, rindo, mesmo que só por alguns poucos minutos, que sempre podemos eternizar na memória.
Quando nos separamos sempre é ruim, sempre me amarguro com isso... Mas depois vejo que é necessário... Só pra que os reencontros sejam doces. Doces que todo vivo pode ter acesso.
Cada um com seus problemas e no entanto todos juntos, sem fazer nada, só aproveitando o momento de união... Não precisavamos de palavras, mas elas saem naturalmente de nós... E se não forem faladas, podem ser lidas em nossos olhos, podem ser expressadas por nossos gestos.
Nós todos, todos juntos, sentados ao redor de uma mesa, rindo, mesmo que só por alguns poucos minutos, que sempre podemos eternizar na memória.
Quando nos separamos sempre é ruim, sempre me amarguro com isso... Mas depois vejo que é necessário... Só pra que os reencontros sejam doces. Doces que todo vivo pode ter acesso.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Do começo ao fim
"- Eu te amo!
- E por que você me ama?
- Eu te amo porque você é meu.
- Eu te amo porque você precisa de amor.
- Também te amo.
- E por que você também me ama?
- Eu te amo porque… para entender o nosso amor é preciso virar o mundo de cabeça para baixo. - É pra sempre?
- É pra sempre mesmo."
(Do Começo ao Fim)
Isa
Isabella sempre foi uma pessoa de sorte.
Desde criança sempre teve os melhores brinquedos, estudou nas melhores escolas, teve as melhores notas, foi criada pelas melhores babás, morou na melhor casa e tinha a melhor casa de férias, andava nos melhores carros, quando estava frio ela acendia sua melhor lareira, escolhia um de seus melhores casacos e assistia os melhores filmes na sua melhor tv, e nos dias quentes ela escolhia uma das melhores piscinas para nadar, um de seus melhores bikinis, escolhia algumas das melhores amigas e todas passavam os melhores dias de verão.
Isabella sempre teve os melhores amigos (que só tinham esse nome por andarem juntos mas não por realmente terem amizade ou alguma coisa em comum... a única coisa que tinham em comum é que todos eram os melhores e só andavam com os melhores) e sempre namorou os melhores homens, os desejados por todas as outras meninas (mas só Isabella sabia o quanto ela preferia um homem menos melhor que a fizesse feliz, aos melhores homens que ela namorava por Status, por nome, por que se não fizesse isso seria menos melhor... Além do mais, melhores não rejeitam oportunidades como essas... Se todas as outras querem esse alguma coisa muito boa ele deve ter então a oportunidade deve ser aceita... mesmo contra a sua vontade.
Isabella passou sua vida toda -no tédio- quer dizer, na maravilha de ser a melhor em tudo e ter as melhores coisas da vida...
Passou uma certa idade, Isabella comrpou os melhores carros, conseguiu os melhores empregos, estudou nas melhores faculdades, continuou com seus melhores amigos falsos, as melhores em pregadas, envelheceu nas melhores condições, teve os melhores filhos e netos, frequentou os melhores azilos, deu as melhores vidas aos parentes, tomou os melhores remédios para as melhores doenças e morreu num dos melhores quartos, nos melhores colchões, foi enterrada no melhor caixão e no melhor lugar do cemitério.
Isabella nunca teve uma grande aventura, nunca saiu da faixa dos melhores, nnuca experimentou outros lados de uma vida. A felicidade dela pode não ser a melhor felicidade.
Desde criança sempre teve os melhores brinquedos, estudou nas melhores escolas, teve as melhores notas, foi criada pelas melhores babás, morou na melhor casa e tinha a melhor casa de férias, andava nos melhores carros, quando estava frio ela acendia sua melhor lareira, escolhia um de seus melhores casacos e assistia os melhores filmes na sua melhor tv, e nos dias quentes ela escolhia uma das melhores piscinas para nadar, um de seus melhores bikinis, escolhia algumas das melhores amigas e todas passavam os melhores dias de verão.
Isabella sempre teve os melhores amigos (que só tinham esse nome por andarem juntos mas não por realmente terem amizade ou alguma coisa em comum... a única coisa que tinham em comum é que todos eram os melhores e só andavam com os melhores) e sempre namorou os melhores homens, os desejados por todas as outras meninas (mas só Isabella sabia o quanto ela preferia um homem menos melhor que a fizesse feliz, aos melhores homens que ela namorava por Status, por nome, por que se não fizesse isso seria menos melhor... Além do mais, melhores não rejeitam oportunidades como essas... Se todas as outras querem esse alguma coisa muito boa ele deve ter então a oportunidade deve ser aceita... mesmo contra a sua vontade.
Isabella passou sua vida toda -no tédio- quer dizer, na maravilha de ser a melhor em tudo e ter as melhores coisas da vida...
Passou uma certa idade, Isabella comrpou os melhores carros, conseguiu os melhores empregos, estudou nas melhores faculdades, continuou com seus melhores amigos falsos, as melhores em pregadas, envelheceu nas melhores condições, teve os melhores filhos e netos, frequentou os melhores azilos, deu as melhores vidas aos parentes, tomou os melhores remédios para as melhores doenças e morreu num dos melhores quartos, nos melhores colchões, foi enterrada no melhor caixão e no melhor lugar do cemitério.
Isabella nunca teve uma grande aventura, nunca saiu da faixa dos melhores, nnuca experimentou outros lados de uma vida. A felicidade dela pode não ser a melhor felicidade.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Carla Bruni - Quelqu'un m'a dit
Então, nunca tinha colocado uma música aqui... então essa é a primeira... e eu gostei dela... e talvez vocês também gostem. Se não gostarem, pelo menos agora eu tenho algum lugar onde achar a música caso eu esqueça o nome da música e da cantora.
Bandolins - Oswaldo Montenegro
Como fosse um par que
Nessa valsa triste
Se desenvolvesse
Ao som dos Bandolins...
E como não?
E por que não dizer
Que o mundo respirava mais
Se ela apertava assim
Seu colo como
Se não fosse um tempo
Em que já fosse impróprio
Se dançar assim
Ela teimou e enfrentou
O mundo
Se rodopiando ao som
Dos bandolins...
Como fosse um lar
Seu corpo a valsa triste
Iluminava e a noite
Caminhava assim
E como um par
O vento e a madrugada
Iluminavam a fada
Do meu botequim...
Valsando como valsa
Uma criança
Que entra na roda
A noite tá no fim
Ela valsando
Só na madrugada
Se julgando amada
Ao som dos Bandolins...
Nessa valsa triste
Se desenvolvesse
Ao som dos Bandolins...
E como não?
E por que não dizer
Que o mundo respirava mais
Se ela apertava assim
Seu colo como
Se não fosse um tempo
Em que já fosse impróprio
Se dançar assim
Ela teimou e enfrentou
O mundo
Se rodopiando ao som
Dos bandolins...
Como fosse um lar
Seu corpo a valsa triste
Iluminava e a noite
Caminhava assim
E como um par
O vento e a madrugada
Iluminavam a fada
Do meu botequim...
Valsando como valsa
Uma criança
Que entra na roda
A noite tá no fim
Ela valsando
Só na madrugada
Se julgando amada
Ao som dos Bandolins...
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Dança de cigana
E ela ia rodopiando, rodopiando e rodopiando, na sua dança de cigana, se jogando para os lados com lenços, com guizos e um sorriso no rosto, olhos brilhando, fazendo o que gosta, conquistando o mundo e olhares.
A rua toda parada olhando seus rodopios, sua dança de cigana. Saia comprida, preta e roxa, rodopia sem parar.
Rodopiando sem destino, sem porque, sem saber o quão tonta vai ficar mas lá estava ela, uma mancha preta e roxa encantando por ai.
Ela diminuiu o ritmo, os passos ficando mais lentos, rodopios menores, sem tanto efeito na saia comprida, ela foi parando e parando, firmou os pés descalços no chão, olhou para o público que a cercava, sorriu, encarou e sem medo nem pudor agradeceu a todos, levantou os braços, abaixou o corpo, pegou sua saia comprida e saiu por ai com o amor da sua vida em direção ao desconhecido, para onde ela pudesse rodopiar e ser aplaudida com um sorriso tão sincero no rosto como mostrara nesse dia.
A rua toda parada olhando seus rodopios, sua dança de cigana. Saia comprida, preta e roxa, rodopia sem parar.
Rodopiando sem destino, sem porque, sem saber o quão tonta vai ficar mas lá estava ela, uma mancha preta e roxa encantando por ai.
Ela diminuiu o ritmo, os passos ficando mais lentos, rodopios menores, sem tanto efeito na saia comprida, ela foi parando e parando, firmou os pés descalços no chão, olhou para o público que a cercava, sorriu, encarou e sem medo nem pudor agradeceu a todos, levantou os braços, abaixou o corpo, pegou sua saia comprida e saiu por ai com o amor da sua vida em direção ao desconhecido, para onde ela pudesse rodopiar e ser aplaudida com um sorriso tão sincero no rosto como mostrara nesse dia.
Menino das Estrelas
O menino da uma cambalhota na cama e para com a cabeça certinha no travesseiro com o corpo deitado no colchão branco um pouco maior que ele.
Depois de seu belo ato ele sorri e olha para o teto, para o ventilador, para a janela e começa a vagar sua mente pelas estrelas no céu... O que tinha mais pra lá? O que mora por lá? Quantas dessas estrelas existem? Pra que elas estão lá? Pra dar esperança pra nós?
Ele fica mais um tempo pensando, sorri com expectativas de um dia descobrir tudo o que acabou de perguntar. Ele vira para o lado e espera os sonhos chegarem, onde tudo é possível e ele pode voar, dar mil cambalhotas, sorrir a vontade e viajar além das estrelas, no infinito do seu universo.
Depois de seu belo ato ele sorri e olha para o teto, para o ventilador, para a janela e começa a vagar sua mente pelas estrelas no céu... O que tinha mais pra lá? O que mora por lá? Quantas dessas estrelas existem? Pra que elas estão lá? Pra dar esperança pra nós?
Ele fica mais um tempo pensando, sorri com expectativas de um dia descobrir tudo o que acabou de perguntar. Ele vira para o lado e espera os sonhos chegarem, onde tudo é possível e ele pode voar, dar mil cambalhotas, sorrir a vontade e viajar além das estrelas, no infinito do seu universo.
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