E ela ia rodopiando, rodopiando e rodopiando, na sua dança de cigana, se jogando para os lados com lenços, com guizos e um sorriso no rosto, olhos brilhando, fazendo o que gosta, conquistando o mundo e olhares.
A rua toda parada olhando seus rodopios, sua dança de cigana. Saia comprida, preta e roxa, rodopia sem parar.
Rodopiando sem destino, sem porque, sem saber o quão tonta vai ficar mas lá estava ela, uma mancha preta e roxa encantando por ai.
Ela diminuiu o ritmo, os passos ficando mais lentos, rodopios menores, sem tanto efeito na saia comprida, ela foi parando e parando, firmou os pés descalços no chão, olhou para o público que a cercava, sorriu, encarou e sem medo nem pudor agradeceu a todos, levantou os braços, abaixou o corpo, pegou sua saia comprida e saiu por ai com o amor da sua vida em direção ao desconhecido, para onde ela pudesse rodopiar e ser aplaudida com um sorriso tão sincero no rosto como mostrara nesse dia.
3 comentários:
Parece coisa de Mª Padilha!!rsrsrsrs
É sobre quem esse texto??
KKKKKKK PAAARECE MESMO! tem uma música q eu vo coloca aqui mais tarde chamada bandolins do oswaldo montenegro, eu tava ouvindo no carro e imaginei essa mulé... sei la né shauhsus
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